CONSUMO CONSCIENTE, PADRONIZAÇÃO DE COMPORTAMENTO, E A GENTE NO MEIO DISSO

by - abril 12, 2016


Geralmente eu já começo os posts com títulos. Sim, eu tenho o hábito de definir o título antes de escrever o post, assim ele vai me servindo de guia de onde quero chegar com ele. Mas hoje, eu estou fazendo o caminho inverso, porque eu quero bater um papo com você, e quero que a coisa simplesmente flua.

Quando eu era criança, lembro disso como se fosse hoje, eu fui em uma loja com a minha mãe e implorei (coisa que eu raramente fazia, sou irmã mais velha, e aprendi cedo a não pedir as coisas) para ela comprar uma daquelas maquiagens baratinhas de criança. Eu enchi tanto o saco dela, que ela comprou. Até ai, ok, mais um caso de criança birrenta. Mas o pior sempre pode acontecer, eu perdi a porcaria da maquiagem. Isso mesmo, eu perdi essa coisa, no mesmo dia. Claro que eu, muito sábia, escondi esse fato da minha mãe, mas isso também me deixou meio que traumatizada.

A história acima, além de verídica, também foi um impulso para o meu comportamento totalmente não consumista. Perder aquela maquiagem logo no primeiro dia, e ter o medo danado da minha mãe descobrir foi o que me ensinou, de uma maneira meio estranha, a valorizar o que eu tenho e a só comprar aquilo que eu realmente quero. Quando eu falo realmente quero, eu digo REALMENTE! Eu tenho que amar uma peça para que ela integre meu guarda-roupa, e saiba, ela vai ficar lá por anos.

Meu pai (minha família é cheia dos ensinamentos anti consumismo) diz que consumismo é quando você compra alguma coisa que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para impressionar alguém que você não conhece. E, na real, é bem isso mesmo. A gente se deixa influenciar pelas tendências, e acaba comprando coisas que na verdade, a gente nem sabe bem porque está comprando.

Se você vê alguma coisa, você ama aquela coisa, você pensa: TENHO QUE comprar aquela coisa, independente do valor, vá, compre, sem peso na consciência. Se você teve esse pensamento, você com certeza vai usar aquela coisa. Mas se você sai comprando tudo só porque você achou bonitinho, ai as coisas não estão legais. Ai você vai ser que nem a Ana criança que ganhou algo legal e perdeu no primeiro dia. Porque convenhamos, quando a gente compra algo que não gosta muito, a gente quase não usa. E isso é o mesmo que jogar dinheiro fora.

E aqui está meu amigo dinheiro, que me faz lembrar de mais uma coisa nessa história toda. Por que pessoas que são "anti consumismo" acham ok pagar carérrimo em uma peça só porque é de "boa qualidade". Nada contra tudo isso, mas gente, na boa, eu não pago mais de R$100 em um jeans, ou se pago, é porque eu queria AQUELE jeans. Essa é uma relação que eu não consigo ter, sabe, pagar muito dinheiro em alguma coisa que eu sei que eu acho mais barato. E tem outra, se eu não puder (agora estamos falando de condição financeira) pagar por isso, não vou me submeter a isso. Porque querendo ou não, isso vira uma espécie de consumismo. Vou me endividar para ter peças de qualidade? É um pouco de ilusão não? E aliás, o que você considera qualidade?

Aliás, vejo toda essa história de consumo consciente (por favor, não levem isso para generalização, sei que tem muita gente que tem isso como filosofia de vida, e admiro demais essas pessoas) como uma padronização de comportamento que tá virando modinha, não consigo mensurar até que ponto as pessoas levam isso a sério, e o que é levar isso a sério. Eu já disse isso por aqui e volto a dizer, quando se trata de dinheiro, as pessoas tem relações diferentes com ele, e é difícil mensurar as coisas. O que é caro pra um, é barato pra outro, e por motivos diferentes, não só a condição diferente.

Resumindo, fiz todo esse post para levantar as seguintes perguntas:
- Será que meu conceito de consumismo é o mesmo que o seu?
- Até que ponto essa onda do consumo consciente é realmente consciente?
- Em um mundo feito por pessoas, será de que dá para padronizar comportamentos?

Não sei se você chegou até aqui e sentiu o que eu senti, ou se você se perdeu no meio do caminho, mas vai ser legal se você me responder essas perguntas aqui em baixo. Quero muito saber o que você acha sobre isso! Mas claro, não do ponto bonito e filosófico da coisa, mas do que você vivencia no dia a dia. Como essas coisas se encaixam na sua vida.

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4 comentários

  1. Eu concordo com seu pai!
    E eu já fui muito assim. Comprava pelo simples fato de agradar pessoas que hoje não fazem nem parte da minha vida. Mudei e muito! Fico feliz! Hoje compro aquilo que realmente tenho vontade e quando eu posso comprar..

    Sua experiência traumatizante valeu a pena olha só ahuahuahuhauah
    Beijos

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    1. Pois é né?! Essa experiência foi muito traumatizante! :P
      Mas é, eu penso bem isso, compremos o que queremos quando pudermos. Independente do preço. O importante é ser feliz e ter coisas que nos deixem felizes!
      :)

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  2. Que interessante, publiquei no blog um texto sobre priorizar o dinheiro ontem, eu aprendi da pior maneira que devo economizar e continuo aprendendo, mas acredito que mudei bastante para melhor, para mim eu tento priorizar e ver como faço para alcançar meus objetivos, de certa forma isso dita meu comportamento com o dinheiro.
    http://www.charme-se.com

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    1. É exatamente isso que eu penso! O dinheiro é uma alavanca para alcançar sonhos e objetivos! Se a gente se programar direitinho, a gente consegue fazer tudo que quiser!
      :)

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