RESENHA: A ILHA DE BOWEN

by - abril 28, 2016



Depois de ler um livro morno, e ficar meio travada por causa de outro, finalmente achei um livro que voltou a me empolgar! E juro, é um livro totalmente diferente do que eu vim eu lendo nos últimos meses.
A Ilha de Bowen, é um livro escrito pelo autor espanhol César Mallorquí, e publicado pela Editora Biruta (olha a página do livro no site da editora!), que vai contar a história do Samuel Durango, sim, eu também ri desse sobrenome. Ele é um jovem fotógrafo na casa dos vinte e poucos anos que acabou de perder seu tutor, e resolve procurar um emprego para mudar de ares. Nisso ele vê um anúncio no jornal da SIGMA, uma espécie de fundação que patrocina a geologia e a ciência no geral. Nisso ele conhece o professor Ulisses Zarco, uma pessoa turrona, e bruta, com qual parece quase impossível se trabalhar. Juntos eles vão viver uma aventura pelo extremo norte do planeta, atrás de uma ilha com característica muito peculiares para sua localização.

No começo eu já achei que esse livro tinha muito a cara de Viagem ao Centro da Terra, do francês Júlio Verne (que foi realmente usado como inspiração pelo César Mallorqui). Mas foi só no começo, primeiro porque a história se passa em 1920, uns 60 anos após a história de Verne, segundo porque esse livro acabou tratando muito bem de assuntos pertinentes aquela época, mesmo ele tendo sido publicado em 2002. Mas ainda sim, vemos muitas semelhanças entre as obras. Ambas se passam na mesma localização geográfica, o extremo norte da Europa, elas tem como uma das figuras centrais um geólogo (aliás, nunca falei, eu sempre quis ser geóloga por causa de Viagem ao Centro da Terra), e tem como a grande personagem central um jovem que embarca em uma viagem meio que sem saber o que de fato esperar dela.

Mas, semelhanças a parte, A Ilha de Bowen, é uma obra que nos leva a pensar em vários aspectos da sociedade.

Close no diário do Durango!
Como a história se passa em 1920, temos ai um acontecimento importante, que é quando as mulheres começam a ganhar voz na sociedade. Isso é representado pela figura da Lady Elizabeth, uma britânica que vai atrás do professor Zarco, que era o único que poderia achar seu marido desaparecido. E é engraçado, pois o professor, que é espanhol (aliás, a história é, boa parte, ambientada na Espanha, mais especificamente em Madri), não habituado e não feliz com a participação tão ativa das mulheres na sociedade, várias vezes desafia e desconfia das capacidades intelectuais da Lisa. E isso só mostra como a sociedade exige muito mais das mulheres. E claro, nem preciso dizer que a Lisa é muito forte e persistente, e por diversas vezes surpreende o professor. Aliás, ele escapa de vários perrengues por causa dela.

Junto com a Lisa, está sua filha Katherine. E ela já é um pouco diferente da mãe. Ela é a mocinha do livro. Não que ela seja a figura feminina mais importante da história, mas ela tem todas as características típicas das mocinhas. Então, ela é doce, fofinha, romântica, corajosa, todo aquele combo que a gente acostumado. Mas, ela acaba se destacando pelo raciocínio lógico excepcional. Que no final acaba ajudando e muito na aventura.

Por causa da época em que se passa a história, A Ilha de Bowen relata uma aventura feita a barco. Ou seja, eles viajam quilômetros de barco, e eu achei que isso dá um charme a mais na história. Afinal, eles vão atrás do marido da Lisa, e tudo é muito contadinho sabe? Então como eles não podem perder tempo, e eles estão viajando a barco a história ficou bem ritmada, não teve nenhuma parte em que a história se arrastou ou correu demais. E isso vem acompanhada de uma escrita muito envolvente! É difícil não se sentir envolvido com a história. Sem contar que no final de cada capítulo tem uma página do diário do Samuel, o que causa, mais ainda, o sentimento de que estamos fazendo parte daquela história.

Letras grandes e destaque pra esse barquinho que divide as cenas!
Agora, falando tecnicamente, esse livro vem com uma característica que eu adoro: letras grandes. A diagramação desse livro é incrível! O espaçamento é ótimo, as bordas também, as letras são grandes. No meio dos textos tem mapinhas que mostram mais ou menos o que os tripulantes da viagem estão vendo, e tem também barquinhos entre as divisões do texto. Cada capítulo é dividido em partes menores, uma vez que ele é contado em 3ª pessoa, o autor acaba mudando um pouco o foco da história para um ou outro personagem de vez enquanto.

Eu, Ana, fiquei particularmente apaixonada por A Ilha de Bowen. Sério. Eu li muito romance, distopia e fantasia nos últimos meses, e ler um livro simples e puro de aventura e mistério foi maravilhosos. Ok, se você já leu o livro sabe que tem um outro gênero literário escondido no livro, mas vamos manter isso em segredo para que quem não leu queira ler também. Mas sério, se você quiser ler algo que não seja de um autor americano e seja um pouco diferente do habitual, leia esse livro. (Sem contar que olha a capa que maravilhosa)

E ele tem mapas! Muitos mapas!
Eu dei 5 estrelas para esse livro no Goodreads, e favoritei muito!

Agora me conta, você já leu A Ilha de Bowen? Qual foi o último livro que você leu e que te empolgou muito?

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12 comentários

  1. Não conhecia nada desse livro e amei como você descreveu tudo, deu uma vontade imensa de ler. Fora que sair um pouco dos autores americanos já ajuda bastante!
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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    1. Confesso que fiquei com muito medo quando vi que era um autor espanhol, porque nunca tinha lido nada de um espanhol. Mas, ele me surpreendeu! Muito mesmo!
      :)

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  2. A diagramação parece realmente linda, e achei sensacional as partes do diário e os mapas ajudando na leitura. Eu sempre fico perdidinha em histórias com viagens hahaha Fiquei bastante curiosa. Beijos!
    Blog Vintee5 | Canal Vintee5

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    1. Nossa, a diagramação desse livro é linda mesmo! Além dos mapas e do diário, a letra é grande, o espaçamento é bom, é muito confortável mesmo!
      :)

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  3. Se tem mistério e aventura eu quero ler!
    Ainda não conhecia esse livro mas ele parece ser tão legal que já vou adicionar ele na minha wishlist! Eu só espero que o outro gênero do livro não seja romance :P hahaha

    Epílogo em Branco

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    1. Rubyane, até tem romance nesse livro, mas é um romance que meio que tá ali porque tinha que estar. O outro gênero é algo meio surpreendente! Porque é meio que totalmente inesperado!
      :)

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  4. Essas histórias de épocas ganham o meu coração.
    Preciso aumentar minha estante O.O
    Eu gostei da premissa, da sinopse e da sua resenha e leria numa boa *_*

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    1. Nossa Clayci, se você curte coisas de época, esse livro é bom, porque a ideologia da época em que a história se passa é muito marcada! Uhul! Que bom que você curtiu a resenha! Foi muito gostoso escreve-la e ler o livro, claro!
      :)

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  5. Ai que vontade de ler esse livro.
    Vou te falar que bem lembro qual foi o ultimo livro que li e me empolgou muito. Esse ano tá fraquinho de leituras.

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    1. Se você quer se empolgar com a leitura, esse livro é uma boa pedida! Primeiro porque ele é bem diferente desse monte de livro que as editoras vem publicando ultimamente, segundo que é uma aventura né?! Que aventura não empolga uma pessoa?
      :)

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  6. Esse livro parece ser incrível. Parece ser o tipo de livro ótimo pra curar ressaca literária!

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    1. Eu bem que desconfio que sim viu? É um livro leve, divertido, e cheio de mistério! Vale a pena!
      :)

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